terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Cientistas descobrem bolhas de energia gigantes no centro da galáxia

Mistério?

      A descoberta de duas bolhas de energia de procedência desconhecida no centro da Via Láctea vem intrigando cientistas. As bolhas, que emanam raios-gama, se estendem, juntas, por 50 mil anos-luz, e contêm uma energia equivalente a 100 mil explosões de supernovas.

      Apesar de não saberem a origem das bolhas, os cientistas têm algumas teorias. Uma delas é que elas são alimentadas por uma onda de nascimentos e mortes de estrelas no centro da galáxia. Outras provas sugerem que elas podem estar ligadas ao gigantesco buraco-negro no meio da Via Láctea.

“E nós achávamos que sabíamos muito sobre nossa própria galáxia”, declarou David Spergel, astrofísico da universidade de Princeton.

      Os pesquisadores, contudo, já destacam a possibilidade de se tratar de “matéria negra”, que cientistas acreditam compor um quarto do universo. Segundo teorias, as colisões de partículas de matéria negra poderiam produzir raios gama, mas a “aura” formada, ao contrário da das bolhas, seria difusa.

“A matéria negra existe há bilhões de anos”, explicou Doug Finkbeiner, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian Center em Cambridge (EUA), líder do grupo que descobriu as bolhas. “Se algo está acontecendo há bilhões de anos, não deve ter bordas nítidas.”

      Finkbeiner e os outros cientistas, contudo, defendem que a descoberta não significa que não haja matéria negra no centro da Via Láctea, mas apenas que ela é mais difícil de ser vista.


 FONTE: site OPINIÃO E NOTICIA

    
Comentando:

      Interessante como a cada dia, novas descobertas surgem, e em meio a tudo isso percebemos que sabemos muito pouco de nossa galáxia, e que se depender dos novos cientistas muita coisa será estudada, o que pode parecer pouco pra uns, para outros é mais que uma descoberta.
     Contudo, estamos todos na maior confusão, não existe consenso sobre questões conceituais e nem sequer sobre interpretações dos dados fornecidos pela nova geração. A impressão que se tem é que o Universo está sendo descoberto. E toda opinião científica não passa de meras suposições, fofocas interplanetárias, maledicências e preconceitos em que se misturam a ignorância com a superstição. O Universo é um solene enigma...

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Entre o modismo e a consciência verde

O ecologicamente correto radicalizou a preferência pelo consumo de produtos reciclados. São produtos mais caros e muitas das vezes fabricados sem qualquer fiscalização. Por Layse Ventura.


    Sustentabilidade virou moda. Agora somos quase que forçados a consumir alimentos orgânicos, ter uma sacola “ecobag”, separar o lixo e economizar a água. Muitas destas atitudes vão mudar nossos costumes (ainda bem!), enquanto outras serão esquecidas por não serem tão sustentáveis assim, mas apenas modismo.

    O ecologicamente correto radicalizou a preferência pelo consumo de produtos reciclados, como sandálias de pneu, mochilas de lona, roupas feitas com fibras de garrafas pet e cadernos com folhas recicladas. São produtos mais caros, muitas das vezes fabricados sem qualquer fiscalização e igualmente descartáveis.

    Mas que atitudes são essas que irão definir se você preza pelo meio ambiente? Será que basta economizar água e trocar lâmpadas incandescentes por fluorescentes para nos considerarmos verdes?

    Nos próximos dias mostraremos aqui reflexões, dados e hábitos que têm mudado o jeito de nos relacionarmos com as pessoas e com o próprio meio ambiente. O termo “aquecimento global” não advém do imponderável. Trata-se de uma consequência dos nossos próprios atos.

    Conheça o panorama mundial sobre a água potável e o saneamento básico, viaje pelo mundo por meio das construções sustentáveis, informe-se sobre as condições do lixo e saiba o que as pessoas estão fazendo para melhorar nossas atitudes.

Engenharia sustentável e as cidades do futuro

A construção civil cria, todos os dias, novas tecnologias verdes e maneiras diferentes de aplicá-las. Conheça alguns projetos de bairros e cidades que prometem mudar nossos hábitos. Por Layse Ventura.

     A preocupação com a sustentabilidade já ganhou as pranchetas dos engenheiros. A nova maneira de pensar verde na construção civil adota medidas como a escolha de materiais menos poluentes e o descarte correto dos resíduos gerados pela obra. 

    Para regulamentar o setor sustentável, algumas certificações estão disponíveis no mercado. São selos que medem e pontuam parâmetros de sustentabilidade em diversas áreas de uma construção.

    As mais conhecidas são o selo norte-americano Leed (Leadership in Energy and Environmental Design), o britânico Breeam (BRE Environmental Assessment Method) e o brasileiro Aqua (Alta Qualidade Ambiental).

Prédios do futuro

     Novas tecnologias chegam ao mercado todo dia, garantindo a eficiência nas construções de prédios em diversas regiões do mundo, até mesmo no Brasil. São projetos que prezam pelo aproveitamento da luz natural, melhor gestão de água, coleta seletiva de lixo e economia de ar condicionado, um dos grandes vilões do aquecimento global.
     O Eldorado Business Tower, em São Paulo, foi o primeiro prédio da América Latina a receber o mais alto nível de certificação Leed, o selo Platinum. Ele economiza 1/3 no consumo de água potável e 100% na irrigação, além de reduzir o consumo de energia em 18%.

Cidades do futuro

    Alguns dos chamados engenheiros verdes são mais ambiciosos e projetam  cidades inteiramente sustentáveis. As cidades do futuro vão gerar menor impacto ambiental e promover o desenvolvimento sustentável mesclado à vida urbana.
    A cidade de Masdar, nos Emirados Árabes, será a primeira sem produção de carbono e lixo. O empreendimento, que deve estar pronto em 2016, terá um investimento de US$ 13 bilhões e capacidade para mais de 47 mil habitantes.
    Para atingir a meta de emissão zero de carbono, o projeto investe na utilização de transportes públicos, geração de energia através de recursos renováveis e o abastecimento de água feito por meio de coleta fluvial e dessalinização.


 Bairros 

    Visando melhorar a qualidade de vida da comunidade, cidades como Portland, nos Estados Unidos, incentivam a construção de bairros nos quais o cidadão trabalha, estuda, mora e tem atividades de lazer em um mesmo local. E o melhor: tudo isso se locomovendo a pé, o que ajuda cortar as emissões de carbono provenientes do transporte.
    No Brasil, esta iniciativa acontece na cidade de Pedra Branca, na Grande Florianópolis. A cidade estimula a caminhada e bicicletas como meios de locomoção.  Além disso, preza por desenvolver o senso de cidadania sustentável, na qual cada um desempenha um papel fundamental no bem estar da comunidade.

Casa verde

    Mas nem sempre é preciso gastar uma fortuna para se ter uma casa mais ecológica. Sustentabilidade é mais uma forma de pensar do que a adoção de práticas isoladas. A simples troca de lâmpadas incandescentes por fluorescentes, que duram dez vezes mais, economiza 80% de energia.
    Para aqueles que desejam construir ou reformar suas casas, umas das soluções disponíveis no mercado é o sistema de captação da água da chuva, que economiza na conta e é garantia de abastecimento para a casa inteira. E para aquecer esta água nada melhor do que utilizar a energia solar. Com essa tecnologia se gasta 30% a menos de energia elétrica.
 

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Concentração de plástico nos oceanos parece estar diminuindo

A quantidade de resíduos plásticos descartados pelos norte-americanos aumentou em quatro vezes entre 1980 e 2008. É razoável deduzir que quanto mais plástico for produzido e descartado, maior será sua parcela na poluição oceânica. Mas um recente estudo, realizado no Atlântico norte e no Caribe, e publicado na revista Science, indica que a situação não piorou tanto assim.
Entre 1986 e 2008, apesar do gigantesco aumento nas quantidades de plástico produzido e descartado, não houve aumento nas concentrações em áreas marítimas, algo que Kara Law e seus colegas na Sea Education Association, em Woods Hole, Massachusetts, não foram capazes de explicar. Um programa da indústria norte-americana de plástico que resultou numa diminuição do número de resíduos na água também é insuficiente para explicar os números encontrados, e – de acordo com pesquisas submarinas – os resíduos também não parecem ter afundado.
Lendas envolvendo o Mar de Sargaços e o Triângulo das Bermudas costumam apontar os dois locais como pontos em que objetos (no caso, quase sempre, navios) costumam desparecer sem deixar vestígios. A Dra. Law parece ter encontrado um caso verdadeiro. O gráfico abaixo apresenta as concentrações de resíduos plásticos nos locais de maior concentração no Atlântico.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Tempestade pode ter destruído meio bilhão de árvores na Amazônia


Uma única tempestade pode ter sido responsável pela destruição massiva de meio bilhão de árvores na Amazônia em 2005, sugere um estudo. Esta é a primeira vez que é realizada uma contagem precisa de árvores mortas por conta de tempestades na região.
Para fazer o cálculo, pesquisadores usaram uma combinação de imagens de satélite, contagens feitas por especialistas em áreas pré-selecionadas da floresta e modelos matemáticos. Eles chegaram a conclusão de que entre 441 e 663 milhões de árvores foram destruídas em toda a floresta.
A pesquisa foi feita por especialistas norte-americanos da Tulane University, em Nova Orleans, em parceria com cientistas brasileiros do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

Tempestade

Uma tempestade com mil quilômetros de comprimento e 200 quilômetros de largura cruzou toda a bacia amazônica de sudoeste a nordeste entre o período de 16 e 18 de janeiro de 2005. Este tipo de tempestade é bastante incomum, explicou o pesquisador norte-americano Robinson Negrón-Juárez.
Os cientistas advertem que, por causa das mudanças climáticas, tempestades violentas deverão se tornar mais frequentes na região, matando mais árvores e, consequentemente, aumentando as concentrações de carbono na atmosfera.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Estudo mostra poder da geoengenharia

Para cada região do planeta existem cenários diferentes de geoengenharia.

Quando a discussão são as mudanças climáticas, não há vencedores, apenas perdedores. Cada ação do homem contra o meio ambiente vai afetar o planeta como um todo. Já quando o assunto é a geoengenharia, o questionamento sobre vencedores e perdedores é frequente. A hipótese é de que, enquanto a geoengenharia pode beneficiar algumas pessoas e lugares, ela também pode causar danos a outros, o que levaria a conflitos. Para esclarecer alguns pontos desta ciência, foi realizado um estudo, nos Estados Unidos. Os cientistas utilizaram o poder de um sistema chamado Climateprediction.net.

Eles executaram milhares de simulações de como o clima poderia se desenvolver ao longo deste século, com diferentes níveis de geoengenharia. As simulações começaram em 2005. Eles descobriram que para cada região do planeta existem cenários diferentes de geoengenharia. De acordo com o estudo, o panorama do clima de 2020 seria mais parecido com o encontrado na década de 1990, em termos de temperatura e precipitação, do que se não houvesse a geoengenharia.

Além disso, eles descobriram que quanto mais tempo os projetos de geoengenharia agiram, maiores foram os efeitos. Cenários que mantiveram a temperatura de uma região parecida com a de 1990 levariam bastante precipitação para outros lugares.

Um exemplo disto vem da Ásia. Há um número de cenários de geoengenharia em que o clima da Índia e da China na década de 2020 pareceram bastante com os de 1990. Apesar disto, em todos os panoramas da geoengenharia nos quais este modelo particular foi usado, a Índia ficou um pouco mais úmida do que era antes, enquanto a China ficou um pouco mais seca. Se a simulação avança para a década de 2070, as situações variam completamente.

Em ambos os casos, todas as opções oferecidas pela geoengenharia deram resultados de temperatura e precipitação parecidos com os encontrados na década de 1990, do que em modelos projetados para um mundo sem geoengenharia.

Nesse sentido, os dois países saíram “vencedores”, mas a maximização dos benefícios para um ainda viria em detrimento do outro. A mesma lição parece se aplicar de maneira geral em todo o mundo. Poucas regiões se destacam como alguns dos perdedores da geoengenharia se for aceita a ideia de é melhor ter uma grande mudança de temperatura para obter em troca uma pequena queda na precipitação.

A mensagem central do estudo não é o nível de geoengenharia que determinada região pode preferir, mas a lição de que, apesar de muitas regiões poderem se beneficiar da geoengenharia, elas não irão fazê-lo todas da mesma forma.


FONTE: OPINIÃO E NOTICIA

Comissão aprova novo Código Florestal


Apesar das manifestações por parte de militantes do Greenpeace e dos requerimentos feitos pela bancada ambientalista, a comissão especial da Câmara aprovou nesta terça-feira, 6, a reforma do Código Florestal Brasileiro por 13 votos a cinco.

A proposta prevê que as pequenas propriedades, aquelas com área de até quatro módulos fiscais (cada módulo tem entre 5 e 110 hectares, dependendo do município), ficam dispensadas de manter reservas legais. Além disso, os produtores rurais que desmataram até julho de 2008 ficam anistiados.

O relatório final foi apresentado pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), e o texto agora segue para o plenário, mas só será votado após as eleições de outubro.

Tumulto

A sessão de votação do relatório foi marcada pelo clima de hostilidade entre ambientalistas e ruralistas. Manifestantes do Greenpeace dispararam sirenes e exibiram uma faixa com a frase “Não vote em quem mata florestas”, mas foram retirados do local por seguranças.

Os partidos PSol, PV, PT e o bloco PSB/PCdoB/PMN manifestaram-se contra a proposta de reforma do Código Florestal. Já os líderes das bancadas de DEM, PMDB, PPS, PTB, PP e PR posicionaram-se a favor do relatório. O PSDB ficou dividido.

FONTE: OPINIÃO & NOTICIA

CRITICAS: Um absurdo podemos chamar as mudanças no código de “estapafúrdias” na carta “Do Código Florestal para o código da Biodiversidade” essas mudanças foram realizadas sem embasamento científico e sem levar em conta as especificidades ecológicas das diferentes regiões do país. “Todo código antigo precisa de revisão, mas não para favorecer os que têm mais dinheiro,”. Outro fato que torna-se absurdo e me faz pensar que mais existes analfabetos na Câmara é quando numa parte do texto do novo Código onde cita que as áreas desmatadas e degradadas poderiam ficar sujeitas a (re)florestamento por espécies homogêneas. “uma prova muito de sua grande ignorância, pois não sabe a menor diferença entre reflorestamento e florestamento, o que reflete um fato exclusivamente de interesse econômico”.

Tudo isso é uma lástima.

Janiny Nóbrega.