A quantidade de resíduos plásticos descartados pelos norte-americanos aumentou em quatro vezes entre 1980 e 2008. É razoável deduzir que quanto mais plástico for produzido e descartado, maior será sua parcela na poluição oceânica. Mas um recente estudo, realizado no Atlântico norte e no Caribe, e publicado na revista Science, indica que a situação não piorou tanto assim.
Entre 1986 e 2008, apesar do gigantesco aumento nas quantidades de plástico produzido e descartado, não houve aumento nas concentrações em áreas marítimas, algo que Kara Law e seus colegas na Sea Education Association, em Woods Hole, Massachusetts, não foram capazes de explicar. Um programa da indústria norte-americana de plástico que resultou numa diminuição do número de resíduos na água também é insuficiente para explicar os números encontrados, e – de acordo com pesquisas submarinas – os resíduos também não parecem ter afundado.
Lendas envolvendo o Mar de Sargaços e o Triângulo das Bermudas costumam apontar os dois locais como pontos em que objetos (no caso, quase sempre, navios) costumam desparecer sem deixar vestígios. A Dra. Law parece ter encontrado um caso verdadeiro. O gráfico abaixo apresenta as concentrações de resíduos plásticos nos locais de maior concentração no Atlântico.