sexta-feira, 22 de março de 2013

Morre ao 82 anos Chinua Achebe, maior romancista da África negra


O grande romancista e poeta nigeriano Chinua Achebe, amplamente visto como o pai da literatura africana moderna, morreu aos 82 anos de idade, informou a editora Penguin nesta sexta-feira, 22.
Achebe ficou conhecido no mundo há mais de 50 anos  com a publicação de seu romance Things Fall Apart(Quando tudo desmorona), sobre seu grupo étnico Ibo, que sucumbe ao colonialismo britânico no início do século 19. Era a primeira vez que a história do colonialismo europeu era contada a partir de uma perspectiva africana para um público internacional. Quando tudo desmorona foi traduzido para 50 idiomas e vendeu mais de 10 milhões de cópias em todo o mundo.
Um porta-voz da sua editora, a Penguin, confirmou sua morte, mas não deu detalhes. Disse apenas que a família lançaria um comunicado em breve.
Os primeiros trabalhos de Achebe centraram-se nas convulsões sociais provocadas pelo colonialismo na África. Mais tarde, ele voltou seus olhos para a devastação da Nigéria e da África por uma série de golpes militares que entrincheiraram ditaduras ferrenhas.
Anthills of the Savannah (Formigueiros do Cerrado ), publicado em 1987, se passa dois anos após um golpe militar em um país africano imaginário, onde o poder corrompeu e a brutalidade do Estado silenciou todos, menos os mais corajosos.
Em 1983, ele publicou o panfleto O problema com a Nigéria, que pintava um quadro sombrio de seu país natal, mas também expressava esperança de que a corrupção endêmica poderia ter fim se a população conseguisse torná-la não rentável para as elites da Nigéria.
Como escritor, locutor e conferencista, Achebe serviu de ponte entre a África e o Ocidente e se tornou uma referência para gerações de escritores africanos.
Nelson Mandela leu seus trabalhos na prisão e certa vez se referiu a Achebe como um escritor “em cuja companhia os muros da prisão desmoronam”.
Um acidente de carro o colocou em uma cadeira de rodas em 1990, e desde então ele parou de escrever livros. Achebe passou a maior parte de seus últimos anos nos Estados Unidos, onde lecionava em universidades.



China pode ter ‘vilas do câncer’


O governo chinês admitiu que os altos níveis de poluição no país podem ter ligação com a elevada incidência de casos de câncer em algumas localidades.
A imprensa chinesa publicou há quatro anos um mapa identificando tais localidades com alto índice de casos da doença como “vilas do câncer”.
Essa é a primeira vez que o governo chinês admitiu que pode realmente existir “vilas do câncer” no país. Tal reconhecimento consta em um relatório do Ministério do Meio Ambiente da China.
O relatório, por sua vez, foi publicado no momento em que ganha força no país um debate sobre os problemas causados pela poluição e pelo lixo industrial.

Fábricas e rios poluídos


De acordo com veículos de comunicação da China, a incidência de câncer em vilarejos próximos a fábricas e rios poluídos aumentou nas últimas décadas.
Dados não-oficiais mostram que o aumento da população na China, que tem algumas das cidades mais poluídas do mundo, está ligado à rápida industrialização do país nos últimos 30 anos.
O relatório divulgado pelo governo chinês cita o possível uso por empresas chinesas de substâncias químicas proibidas em países desenvolvidos por serem consideras prejudiciais à saúde. Entre essas substâncias está o composto orgânico sintético nonilfenol, utilizado no setor têxtil chinês e também na fabricação de detergentes no país.


Carros elétricos. O lado sujo.


O dióxido de carbono gerado na produção e a dependência de energia para recarregar a bateria mostram que o carro elétrico não é um veículo genuinamente verde

Os carros elétricos são vistos como o prenúncio de um futuro otimista para o meio ambiente. Os anúncios garantem zero de emissão de carbono, e o presidente dos EUA Barack Obama até prometeu colocar um milhão deles nas estradas até 2015.
Embora alguns consumidores permaneçam cautelosos quanto ao alcance do veículo e a durabilidade da bateria, o carro elétrico é um veículo genuinamente verde, certo? Errado.
Para alguns entusiastas do veículo, como o ator ativista Leonardo DiCaprio, o principal argumento para o uso dos carros elétricos é o fato de que, por não emitirem dióxido de carbono, não contribuem para o aquecimento global. Porém, a energia utilizada na fabricação e, em alguns países como os EUA, nas recargas de bateria, causam muitos mais danos do que a maioria das pessoas imagina.
Segundo uma análise do Journal of Industrial Ecology, a produção de um carro elétrico, especialmente a bateria, gera dióxido de carbono. Além disso, a mineração de lítio é tudo, menos uma atividade verde. A produção de cada carro elétrico gera 30 toneladas de dióxido de carbono, quase o dobro da quantidade gerada para produzir uma carro convencional. Para piorar, nos Estados Unidos, a energia utilizada para recarregar a bateria não é verde: na maioria das vezes, ela provém do carvão.
Ou seja, embora os proprietários do carro elétrico tenham a sensação de estar fazendo um bem para o meio ambiente, ainda contribuem com os mesmos combustíveis fósseis que os donos dos carros convencionais.