quarta-feira, 28 de julho de 2010

Estudo mostra poder da geoengenharia

Para cada região do planeta existem cenários diferentes de geoengenharia.

Quando a discussão são as mudanças climáticas, não há vencedores, apenas perdedores. Cada ação do homem contra o meio ambiente vai afetar o planeta como um todo. Já quando o assunto é a geoengenharia, o questionamento sobre vencedores e perdedores é frequente. A hipótese é de que, enquanto a geoengenharia pode beneficiar algumas pessoas e lugares, ela também pode causar danos a outros, o que levaria a conflitos. Para esclarecer alguns pontos desta ciência, foi realizado um estudo, nos Estados Unidos. Os cientistas utilizaram o poder de um sistema chamado Climateprediction.net.

Eles executaram milhares de simulações de como o clima poderia se desenvolver ao longo deste século, com diferentes níveis de geoengenharia. As simulações começaram em 2005. Eles descobriram que para cada região do planeta existem cenários diferentes de geoengenharia. De acordo com o estudo, o panorama do clima de 2020 seria mais parecido com o encontrado na década de 1990, em termos de temperatura e precipitação, do que se não houvesse a geoengenharia.

Além disso, eles descobriram que quanto mais tempo os projetos de geoengenharia agiram, maiores foram os efeitos. Cenários que mantiveram a temperatura de uma região parecida com a de 1990 levariam bastante precipitação para outros lugares.

Um exemplo disto vem da Ásia. Há um número de cenários de geoengenharia em que o clima da Índia e da China na década de 2020 pareceram bastante com os de 1990. Apesar disto, em todos os panoramas da geoengenharia nos quais este modelo particular foi usado, a Índia ficou um pouco mais úmida do que era antes, enquanto a China ficou um pouco mais seca. Se a simulação avança para a década de 2070, as situações variam completamente.

Em ambos os casos, todas as opções oferecidas pela geoengenharia deram resultados de temperatura e precipitação parecidos com os encontrados na década de 1990, do que em modelos projetados para um mundo sem geoengenharia.

Nesse sentido, os dois países saíram “vencedores”, mas a maximização dos benefícios para um ainda viria em detrimento do outro. A mesma lição parece se aplicar de maneira geral em todo o mundo. Poucas regiões se destacam como alguns dos perdedores da geoengenharia se for aceita a ideia de é melhor ter uma grande mudança de temperatura para obter em troca uma pequena queda na precipitação.

A mensagem central do estudo não é o nível de geoengenharia que determinada região pode preferir, mas a lição de que, apesar de muitas regiões poderem se beneficiar da geoengenharia, elas não irão fazê-lo todas da mesma forma.


FONTE: OPINIÃO E NOTICIA

Comissão aprova novo Código Florestal


Apesar das manifestações por parte de militantes do Greenpeace e dos requerimentos feitos pela bancada ambientalista, a comissão especial da Câmara aprovou nesta terça-feira, 6, a reforma do Código Florestal Brasileiro por 13 votos a cinco.

A proposta prevê que as pequenas propriedades, aquelas com área de até quatro módulos fiscais (cada módulo tem entre 5 e 110 hectares, dependendo do município), ficam dispensadas de manter reservas legais. Além disso, os produtores rurais que desmataram até julho de 2008 ficam anistiados.

O relatório final foi apresentado pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), e o texto agora segue para o plenário, mas só será votado após as eleições de outubro.

Tumulto

A sessão de votação do relatório foi marcada pelo clima de hostilidade entre ambientalistas e ruralistas. Manifestantes do Greenpeace dispararam sirenes e exibiram uma faixa com a frase “Não vote em quem mata florestas”, mas foram retirados do local por seguranças.

Os partidos PSol, PV, PT e o bloco PSB/PCdoB/PMN manifestaram-se contra a proposta de reforma do Código Florestal. Já os líderes das bancadas de DEM, PMDB, PPS, PTB, PP e PR posicionaram-se a favor do relatório. O PSDB ficou dividido.

FONTE: OPINIÃO & NOTICIA

CRITICAS: Um absurdo podemos chamar as mudanças no código de “estapafúrdias” na carta “Do Código Florestal para o código da Biodiversidade” essas mudanças foram realizadas sem embasamento científico e sem levar em conta as especificidades ecológicas das diferentes regiões do país. “Todo código antigo precisa de revisão, mas não para favorecer os que têm mais dinheiro,”. Outro fato que torna-se absurdo e me faz pensar que mais existes analfabetos na Câmara é quando numa parte do texto do novo Código onde cita que as áreas desmatadas e degradadas poderiam ficar sujeitas a (re)florestamento por espécies homogêneas. “uma prova muito de sua grande ignorância, pois não sabe a menor diferença entre reflorestamento e florestamento, o que reflete um fato exclusivamente de interesse econômico”.

Tudo isso é uma lástima.

Janiny Nóbrega.