O dióxido de carbono gerado na produção e a dependência de energia para recarregar a bateria mostram que o carro elétrico não é um veículo genuinamente verde
Os carros elétricos são vistos como o prenúncio de um futuro otimista para o meio ambiente. Os anúncios garantem zero de emissão de carbono, e o presidente dos EUA Barack Obama até prometeu colocar um milhão deles nas estradas até 2015.
Embora alguns consumidores permaneçam cautelosos quanto ao alcance do veículo e a durabilidade da bateria, o carro elétrico é um veículo genuinamente verde, certo? Errado.
Para alguns entusiastas do veículo, como o ator ativista Leonardo DiCaprio, o principal argumento para o uso dos carros elétricos é o fato de que, por não emitirem dióxido de carbono, não contribuem para o aquecimento global. Porém, a energia utilizada na fabricação e, em alguns países como os EUA, nas recargas de bateria, causam muitos mais danos do que a maioria das pessoas imagina.
Segundo uma análise do Journal of Industrial Ecology, a produção de um carro elétrico, especialmente a bateria, gera dióxido de carbono. Além disso, a mineração de lítio é tudo, menos uma atividade verde. A produção de cada carro elétrico gera 30 toneladas de dióxido de carbono, quase o dobro da quantidade gerada para produzir uma carro convencional. Para piorar, nos Estados Unidos, a energia utilizada para recarregar a bateria não é verde: na maioria das vezes, ela provém do carvão.
Ou seja, embora os proprietários do carro elétrico tenham a sensação de estar fazendo um bem para o meio ambiente, ainda contribuem com os mesmos combustíveis fósseis que os donos dos carros convencionais.
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