quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Curiosidades da Caatinga!


O tesouro em nossas mãos!!!

Pensar que a Caatinga é pobre em espécies animais e vegetais é comum entre a maioria das pessoas. Afinal, parece um grande deserto, de solo seco e esturricado. Mas a realidade deste bioma exclusivamente brasileiro é bem diferente...

Ocupando 11% do território nacional, a Caatinga abrange os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Bahia, Piauí e norte de Minas Gerais. Dados do Ministério do Meio Ambiente apontam que ali vivem mais de 300 espécies vegetais, 143 espécies de mamíferos (com pelo menos 20 endêmicas) e 510 espécies de aves (quase 1/3 do total existente no país), sendo 20 delas ameaçadas de extinção, como a ararinha-azul e arara-azul-de-Lear. Já foram registradas também 240 espécies de peixes, 58 de anfíbios e 98 de répteis.

Diferentemente do que ocorre com outras regiões semi-áridas no mundo, como os desertos do Saara e de Atacama, a Caatinga está localizada próximo à linha do Equador, o que garante a ela esse perfil único de rica diversidade de espécies animais e vegetais. É o que explica Rodrigo Castro, secretário-executivo da Associação Caatinga, uma entidade que trabalha em prol da proteção do bioma.

Rodrigo, que também é biólogo e mestre em ciências do desenvolvimento, derruba outro mito bastante comum: de que na Caatinga não existe água. "Apesar de não ser um recurso abundante, o maior problema relacionado à água na Caatinga é a falta de uma gestão adequada dos recursos hídricos". E dá como exemplo a legislação do Ceará sobre isso: "O estado interligou as bacias hidrográficas com uma rede de açudes. Como a maior quantidade de água da região vem das chuvas, essa medida vem garantindo a segurança hídrica principalmente da capital, Fortaleza, que hoje concentra mais de 2,5 milhões de habitantes. Ações como essa precisam ser implementadas em outras regiões".

Porém, enquanto isso não acontece, as agressões ao meio ambiente do semi-árido nordestino vão causando um aumento no processo de desertificação na área. A cobertura vegetal está reduzida a menos de 50% da área dos estados abarcados pelo bioma, e a taxa anual de desmatamento é de aproximadamente meio milhão de hectares.

Hoje, o Brasil tem quatro áreas que estão sofrendo desertificação: uma no sul, uma no cerrado e duas na caatinga. A situação é tão grave que fez o governo federal criar o Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação, que visa elaborar políticas públicas que revertam esse quadro.

FONTE: Opinião e Noticia.

Precisamos combater esse mito de que desenvolvimento e conservação são incompatíveis. Para desenvolver o país, é preciso levar em conta a natureza. Se ela desaparecer, nós desapareceremos também.

OBS: É dever de cada um conhecer sempre um pouco mais desse rico bioma, a Caatinga precisa-se urgentimente de cuidados e de projetos para combater à desertificação.

LEMBRE-SE DO MAIS IMPORTANTE: VOCÊ PODE AJUDAR!

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