quinta-feira, 12 de maio de 2011

Qual a diferença entre Engenharia Agrícola e Agronomia?



Pensando em como parar de perder tempo com pergunta besta de alguns "amigos" decidi escrever essas informações. Logo, porque com certeza muitos estudantes de Engenharia Agrícola já passaram pelo desprazer de ser parado e perguntado por algum amigo ou colega mal informado, sobre a diferença entre Engenharia Agrícola e Agronomia. (Perguntinha essa chata que na maioria das vezes prefiro fingir que não escutei). Então para muitos que ainda sente alguma dificuldade de aperfeiçoar uma resposta aqui vai algumas dicas. E fica a resposta também para os chatos de perguntas chatas.

Agronomia é um campo multidisciplinar que inclui sub-áreas aplicadas das ciências naturais (biológicas), exatas, sociais e econômicas que visam melhorar a prática e aumentar a compreensão da agricultura visando uma otimização para o bem da humanidade. 
É como se fosse o Arquiteto, bem longe... (como SE fosse)!


Já a Engenharia Agrícola são as técnicas e os conhecimentos empregados no gerenciamento de processos agropecuários. Ou seja o engenheiro agrícola projeta, implanta e administra técnicas e equipamentos necessários à produção agrícola. Planeja métodos de armazenagem e constrói silos, armazéns e estufas. Leva ao campo soluções inovadoras e eficazes para melhorar a produção, sem descuidar do desenvolvimento sustentado da agricultura. É o ENGENHEIRO. 


Esses cursos preparam profissionais para DIFERENTES tarefas em um mesmo campo de atuação. O agrônomo se aprofunda em matérias das áreas de biologia e química. Enquanto o engenheiro agrícola terá formação com base em matemática e física. A Engenharia Agrícola é voltada para a parte mecânica da agricultura, como planejamento, construcão e manutenção de máquinas. Já o curso de Agronomia se volta as etapas da atividade agropecuária - do plantio e da criação de rebanhos à comercialização da produção.

FICA A DICA!!!


E O QUE O ENGENHEIRO AGRÍCOLA FAZ?

Construção rural

Projetar e construir estufas, silos, estábulos e outros alojamentos para animais, mantendo as condições ideais de climatização dos ambientes.

Eletrificação rural

Instalar em propriedades rurais fontes de energia hidráulica, elétrica, solar ou geradas por biogás.

Engenharia de águas e solos

Construir açudes, barragens e sistemas de irrigação e drenagem. Combater a erosão e pesquisar técnicas de conservação do ambiente.

Extensão rural e difusão de tecnologia

Orientar produtores rurais sobre tecnologias e conhecimentos de produção segundo a capacidade produtiva da propriedade.

Mecanização agrícola

Projetar e construir equipamentos mecânicos, bem como otimizar sistemas mecanizados para todas as etapas da produção agropecuária. Prestar assistência técnica aos agricultores.

Planejamento agropecuário

Organizar e gerenciar negócios agropecuários. Fazer previsão de safras e propor métodos para gestão dos recursos naturais.

Tecnologia pós-colheita

Determinar a embalagem, o armazenamento, o transporte e o beneficiamento das safras.

Resumindo:
O engenheiro agrícola projeta, implanta e administra técnicas e equipamentos necessários à produção agrícola. Planeja métodos de armazenagem e constrói silos, armazéns e estufas. Leva ao campo soluções inovadoras e eficazes para melhorar a produção, sem se descuidar do desenvolvimento sustentado da agricultura. Propõe a adoção de medidas que impeçam a erosão e o esgotamento do solo e a poluição de mananciais. Constrói açudes, barragens, sistemas de irrigação e de drenagem. Trabalha no projeto de máquinas e equipamentos agrícolas e se ocupa da mecanização agrícola e da eletrificação rural. Há boas oportunidades nos setores agropecuário e agroindustrial, para trabalhar em pesquisa, geração e desenvolvimento de sistemas de produção e seus componentes tecnológicos. Atua em todas as etapas do agronegócio, do planejamento da produção à comercialização do produto.



O caminho para a escassez de água


Ampliar a disponibilidade de água pode ser tão nocivo quanto a falta d'água. A poluição de rios e oceanos mata mais do que todas as formas de violência, afirmou a ONU. Por Layse Ventura



Cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo não têm acesso a água potável. Com o crescimento da população do planeta de 6,5 bilhões para 9,5 bilhões em 2050, a demanda por água vai ser ainda maior e, provavelmente, mais pessoas vão sofrer por conta da escassez.
Os atuais 6,5 bilhões de pessoas estão utilizando 54% de toda a água doce disponível em rios, lagos e aquíferos subterrâneos, de acordo com um estudo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A cada ano este consumo aumenta em 160 bilhões de toneladas, reduzindo drasticamente as reservas de água.
Agricultura
Com a diminuição da quantidade de água nos lençóis freáticos, as principais regiões produtoras de alimentos – como China, Índia e Estados Unidos – estão começando a sentir as consequências.
Isso porque a agricultura é responsável por 70% do consumo de água potável disponível – enquanto o consumo doméstico responde por apenas 8%. Para se ter uma ideia, um ser humano necessita beber de dois a quatro litros de água por dia. Já a produção de um quilo de arroz, por exemplo, demanda de 2 mil a 5 mil litros.
Com o aumento populacional, haverá sempre mais bocas para alimentar e o setor agrícola terá que investir em novas técnicas que otimizem a produção, como irrigação mais eficiente e alimentos geneticamente modificados que não demandem tanta água para serem produzidos.
Água potável e saneamento básico
A  falta de acesso a água potável, saneamento básico e higiene causa, anualmente, a morte de cerca de 1,8 milhão de crianças com menos de cinco anos, segundo a ONU. A carência de água e saneamento mata uma criança a cada 20 segundos.
A crise do saneamento atinge tamanha proporção que, hoje, mais pessoas no mundo têm telefone celular do que acesso a um banheiro. Enquanto 2,5 bilhões de pessoas sofrem com a falta de saneamento básico, 5 bilhões de celulares estão no mercado.
No Brasil, 56% dos domicílios ainda não têm acesso à rede geral de esgoto. Segundo a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico, do IBGE, 12 milhões de domicílios no país não contam com rede geral de abastecimento de água.
Mas ampliar a disponibilidade de água pode ser tão nocivo quanto a própria falta d’água. O excesso pode levar à formação de água parada – onde mosquitos da dengue e malária se reproduzem – e à contaminação de rios com dejetos humanos nos locais sem saneamento.
A poluição das águas de rios e oceanos mata mais do que todas as formas de violência, afirmou a ONU. O despejo incorreto de resíduos acontece principalmente nos países em desenvolvimento, responsáveis por lançar 90% de esgoto sem tratamento nas águas.
Nos países mais pobres, metade dos leitos hospitalares está ocupada por pacientes com doenças relacionadas à contaminação da água. Se estas pessoas pudessem  lavar as mãos com água e sabão seria possível bloquear uma das principais rotas de transmissão.
Alternativas
Soluções para combater a falta d’água estão sendo estudadas em todo o mundo. A longo prazo, o acesso à água potável e ao saneamento básico pode significar um retorno de US$ 3 a US$ 34 para cada dólar investido, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Em Israel, um dos países mais afetados pela escassez, a solução encontrada foi investir em usinas que retiram o sal da água do Mar Mediterrâneo. O país já tem três usinas de dessalinização prontas e outras duas em construção.
Em Orange County, no sul da Califórnia, onde a falta d’água já é também uma realidade, o esgoto humano é reciclado e transformado em água potável. Através de um engenhoso processo de filtragem, a água é completamente limpa e retornada para a natureza.

Invasão das espécies invasoras!


Existem diversos exemplos de aumento da biodiversidade associado com a introdução de novas plantas e animais em ecossistemas onde não são nativos. por Ronald Bailey.


Este é um fato que suspeito ser desconhecido pela maioria das pessoas: aonde quer que seres humanos tenham ido nos últimos dois séculos, aumentamos a biodiversidade local e regional. Biodiversidade, neste caso, é definida como a riqueza de espécies. Por exemplo, mais de 4 mil espécies de plantas introduzidas na América do Norte durante os últimos 400 anos crescem selvagemente aqui; elas agora constituem quase 20% da biodiversidade de plantas vasculares do continente.
No entanto, “a visão popular é que a diversidade está diminuindo em escalas locais”, como os biólogos Dov Daz da Universidade Brown e Steven Gaines, da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, observaram em um artigo publicado em 2003 pelo periódico Trends in Ecology and Evolution. E um dos supostos culpados pela suposta perda de diversidade é a competição das espécies invasoras — ou seja, plantas e animais introduzidos em ecossistemas onde não são nativos.
Oponentes das espécies invasoras temem que forasteiros agressivos acabem com as espécies nativas. Isso pode parecer razoável, pois existem algumas poucas espécies, como kudzu, salgueirinha roxa e jacinto de água, que se reproduzem a uma velocidade alarmante onde quer que apareçam. Mais isso não significa que outras espécies estão necessariamente em perigo. “Não existem evidências de que sequer uma única espécie residente de longo prazo tenha sido levada à extinção, ou mesmo extirpada dentro de um único estado norte-americano, por causa da competição de uma espécie de planta introduzida”, observou o biólogo Mark A. Davis, do Macalester College, no periódico BioScience, em 2003.
Contudo, essa ameaça de extinção espúria é uma das principais razões dadas para a prevenção da introdução de espécies exóticas em novas áreas.
Existem diversos outros exemplos de aumento da biodiversidade associado com a introdução de novas espécies. Plantas vasculares trazidas de todas as partes do mundo dobraram a riqueza de espécies de plantas na maioria das ilhas do Pacífico. A biodiversidade de algumas ilhas aumentou tanto que agora se aproxima da riqueza da área continental. Na Nova Zelândia, desde que a ocupação europeia iniciou há 160 anos, 2 mil espécies de plantas introduzidas se juntaram às 2 mil espécies nativas, e apenas três espécies de plantas nativas foram extintas. A abertura do Canal de Suez introduziu 250 novas espécies de peixes do Mar Vermelho no Mar Mediterrâneo. Apenas uma extinção ocorreu.
Pesquisadores encontram aumentos de riqueza de espécies também a nível local. Sax e Gaines citam estudos que encontraram que uma região de West Lancaster, na Grã-Bretanha, experimentou um dramático aumento de diversidade de espécies de plantas durante os últimos 200 anos, ganhando 700 espécies exóticas e perdendo apenas 40 nativas. O movimento de espécies entre ecossistemas aumentou levemente a diversidade de répteis e anfíbios na Califórnia e aumentou significativamente a diversidade de peixes de água doce em muitas drenagens em todos os Estados Unidos. A diversidade de mamíferos aumentou em muitas ilhas oceânicas, na Austrália e na América do Norte, graças às espécies introduzidas.

Exceção à regra

Algumas espécies introduzidas causam danos ao meio ambiente. Elas se tornam pestes (ou seja, se estabelecem onde não as queremos) ou causam doenças em pessoas ou criaturas com as quais nos importamos. Mas a grande maioria das espécies introduzidas se mistura de maneira mais ou menos discreta com as nativas. A principal objeção à propagação de espécies não nativas parece ser estética.
O biólogo Phillip Cassey, da Universidade de Birmingham, por exemplo, responde à evidência da crescente biodiversidade local e regional reclamando que muitos dos pássaros que um visitante do Reino Unido pode encontrar na Nova Zelândia são as mesmas espécies que ele encontra no seu país. “O mesmo ocorre com floras e faunas ao redor do mundo”, Cassey e três coautores lamentaram no periódico Austral Ecology em 2005. “É o equivalente biológico de voar de Seattle para Paris e ir ao Starbucks comprar café”.
Que seja. Mas isso não é um argumento científico. Como Sax e o biólogo James Brown, da Universidade do Novo México, responderam a Cassey e seus colegas a respeito do mesmo assunto de Ecologia Austral, se os efeitos de espécies introduzidas “são consideradas positivos ou negativos, bons ou maus, é mais um julgamento de valor subjetivo do que uma descoberta científica objetiva. Cientistas não são mais qualificados para fazerem tais decisões éticas do que pessoas leigas”. Phillip Cassey pode querer beber o seu café au lait no Les Deux Magots enquanto outros desfrutam de umVenti Café Misto nos arredores de um familiar Starbucks parisiense. A ciência não tem nada a dizer sobre qual é a melhor escolha.
No entanto, razões estéticas ainda são razões, e a ciência pode ser validamente implantada ao seu serviço. Algumas pessoas podem preferir paisagens restauradas à condição anterior à introdução das espécies de fora. Como Davis e o biólogo da Universidade Stony Brook, Lawrence Slobodkin, observaram em um artigo de 2004 para a Restoration Ecology, a arquitetura usa matemática, física e engenharia para alcançar objetivos estéticos e sociais. “Talvez ‘arquitetura ecológica’ possa ser uma caracterização mais apta do trabalho da restauração ecológica”, eles sugerem, “porque o termo reconhece o papel central desempenhado tanto pelos valores quanto pela ciência”.
A boa notícia da biologia, como Davis observa em seu artigo naBioScience, é que “a globalização da biota da Terra não nos levará a um mundo composto de mexilhões zebra, kudzu e estorninhos”. No futuro, diferentes regiões do mundo serão mais similares nas suas floras e faunas, ele conclui, mas “ao mesmo tempo, elas se tornarão mais diversas, em alguns casos muito mais diversas.”